Sei que esse filme não é japonês nem nada, mas achei que não faria mal eu colocar no blog sobre ele. Bem, ele até tem cara de japonês: cheio de tecnologia! x)

Primeiramente devo dizer que não vim aqui fazer mais uma crítica ao filme (já tem muitos por sites afora). Venho apenas como uma adoradora de filmes leiga, que finalmente conseguiu assistir no domingo (02/01) um dos filmes de sua enorme lista de #filmes-que-desejo-ver, contar o que achei dele.

Tenho que ser sincera, o motivo maior que me fez adicioná-lo à minha lista foi a presença do ator Garrett Hedlund no filme, além de Olivia Wilde (Dr.House) e Michael Sheen (saga Crepúsculo).
Eu não conhecia a origem e nem a história, mas quando vi o trailer (antes de perceber o Garrett nele) gostei muito, principalmente pelas cenas de ação.

Para quem ainda não conhece a história:

Primeiro você tem que saber que esse é a continuação do filme de 1982, Tron: Uma Odisséia Eletrônica.

No primeiro filme, Kevin Flynn é um engenheiro de software que trabalha em uma empresa chamada ENCOM. Sonhando em construir sua própria empresa, cria jogos de computador revolucionários, até que suas idéias são roubadas pelo colega de trabalho Ed Dillinger – que, ao apresentar a ENCOM como seus, acaba sendo promovido a vice-presidente enquanto Flynn é demitido. Em seu fliperama, Flynn tenta desde então invadir o sistema da empresa ENCOM com a esperança de encontrar um vestígio que prove sua autoria pelos projetos roubados.
Alan Bradley é um engenheiro que ainda trabalha na empresa e resolve criar um programa chamado Tron, com o intuito de vigiar as ações do sistema protetor da ENCOM – MCP (Programa de controle Mestre), já que esta tecnologia de inteligência artificial parece ter avançado por conta própria e planeja invadir o pentágono.
Ao revelar a Dillinger sobre a periculosidade do MCP, não consegue êxito. E então, com a ajuda de Flynn e sua namorada Dra. Lori, decidem entrar no CiberEspaço para confrontar o MCP. Mas na tentativa de logar seu programa (Clu), Flynn é detectado pelo MCP e teleportado pessoalmente para dentro do CiberEspaço. Lá, ele não joga com um programa ou avatar, joga com a própria vida. Clique aqui para ler uma sinopse detalhada do primeiro filme (Spoiler).

Fonte: XCine (link mais adiante)

Nessa sequência, Tron: O Legado, Kevin Flynn (Jeff Bridges) cria um clone digital de si mesmo chamado Clu para ajudar o programa de Alan Bradley (Bruce Boxleitner), Tron, a trabalhar na Rede, que irá conter o mundo digital dos computadores da corporação ENCOM, que Flynn comanda.
Durante a criação da Rede, um novo tipo de programa, que não é criado por um usuário e está realmente vivo, conhecido como ISO, é criado. Clu vê os ISOs como um vírus e planeja destruí-los, mas Flynn e Tron acreditam que eles sejam o próximo estágio da evolução digital e tentam impedir Clu. No processo, Tron é reformatado por Clu como um impiedoso soldado chamado Rizzler e Flynn é novamente preso no mundo virtual.
Clu descobre que Flynn criou um programa que iria permitir que programas se materializem no mundo real. Então começa a perseguí-lo para obter o disco contendo o programa, usá-lo para vir ao mundo real, exterminar os humanos e conquistar a Terra. Para esconder o disco, Flynn recebe ajuda dos ISOs, que o vêem como um salvador.
Após 15 anos, Clu decide enviar uma mensagem ao pager de Alan Bradley do Arcade de Flynn, com a esperança de que Bradley decida investigar e possa ser digitalizado para que Clu o use como refém para forçar Flynn a entregar-lhe o disco.
Porém, é o filho de Flynn, Sam (Garrett Hedlund), agora com 27 anos e sem notícias do pai durante esses 15 anos, que decide investigar e é trazido para o mundo virtual. Ele é resgatado das forças de Clu – lideradas por Rizzler – por Quorra (Olivia Wilde), uma ISO que o leva até seu pai, com quem Sam finalmente se reúne.
Juntos, Sam, Quorra e Kevin planejam fugir para o mundo real antes que o portal entre os dois mundos se feche (já que Flynn o programou para só abrir do lado de fora e só ficar aberto por alguns dias). Em seu caminho estão não apenas Clu e Rizzler, como também o Charada ISO Castor (Michael Sheen), dono do clube Fim da Linha de Tron City, o centro do mundo virtual, que planeja entregar o trio a Clu em troca de um lugar entre seu exército.

Pronto, já está informado.

Agora sim, o que achei:
Sinceramente, eu – EU – gostei do filme. Adorei a fotografia, os efeitos especiais [ah, não vi em 3D não, só pra você saber], achei que a trilha sonora – música eletrônica – se encaixa super bem com o contexto ciberespaço e, tanto eu quanto minha irmã, meu primo e a namorada dele adoramos as cenas de ação.
Maaaas… No momento em que Kevin explicava ao filho a história entre ele, Clu, os ISOs e tudo mais, tive que ter muito poder de concentração, boa memória e raciocínio rápido para entender essa parte que é tão importante no filme – justamente a explicação para a trama -, e único momento em que desejei estar vendo o filme dublado.
Além disso, fiquei incomodada com a imagem digital de Clu, que também aparece no início do filme como a versão mais jovem de Kevin. Sei que é para mostrar justamente a aparência do ator no filme de 1982, mas mesmo assim.

DETALHES PARA OBSERVAR:
* O ator que faz Kevin Flynn e Clu em Tron: O Legado é o mesmo que fez o filme de 1982, Jeff Bridges, onde interpretou os mesmos personagens. Além dele, outro que também faz os mesmos personagens tanto no 1º quanto no 2º filme é o ator Bruce Boxleitner, que dá vida a Alan Bradley e Tron.
* Uma coisa que percebi no momento em que passava a cena foi que a pose do Sam e da Quorra quando eles estão saindo do jogo é a mesma de um poster que aparecia no quarto de Sam no começo do filme, quando ele ainda é uma criança. Depois, pesquisando, fui saber que é justamente uma das cenas que tem no Tron: Uma Odisséia Eletrônica e que até virou um dos posters do primeiro filme.
* Logo no início do filme, na reunião em que Sam dá sua “contribuição anual”, o ator Cillian Murphy aparece (o jovem de óculos, sentado na frente de Alan Bradley) em um papel não creditado como Edward Dillinger Jr., chefe da equipe de desenvolvimento de software para ENCOM. Ele interpreta o filho do ex-executivo sênior ENCOM Ed Dillinger (o colega-de-trabalho-ladrão de Kevin no filme de 1982).
* Na cena no clube do Castor, os DJs que estão comandando o som são, na vida real, o dueto francês Darf Punk – justamente os que compuseram a trilha sonora do filme.

PRODUTOS PARA COMPRAR/SONHAR: (dados para confirmar)
- Foi lançado o jogo para Playstation 3, Computadores, Xbox 360, Wii e ainda PlayStation Portable e Nintendo DS inspirado nos filmes, chamado Tron: Evolution. [Site oficial aqui. / Leia mais aqui.]
- A Marvel Comics lançou uma história em quadrinhos, Tron: Betrayal, em duas edições, baseada na série cinematográfica Tron. A história passará entre o filme original de 1982 e a continuação. [Página no Marvel Comics, em inglês, aqui.]
- Uma sandália com inspiração no filme foi lançada no mercado. Ela foi feita pelo designer Edmundo Castilho com materiais eletroluminescentes, os mesmos que foram usados nos figurinos do filme. A sandália está sendo vendida em Nova Iorque por US$ 1650, aproximadamente R$ 2.800. [Via New York Times]

Se quiser saber bem mais sobre o universo de Tron, para assistir o filme com um melhor entendimento da história e do que está sendo tratado, recomendo o pequeno “almanaque” que encontrei e que você pode ler entrando no site do XCine.